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FAIA D’ÁGUA ALTA
A sua beleza natural, surpreende pela sua grandiosidade. É visita turística obrigatória. |
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PERCURSO
A visita às quedas tem dois itinerários principais. O trajeto a pé por caminho de terra batida, a partir de Lamoso, e regresso, tem 3,8 km. Ao longo do percurso é possível acompanhar a ribeira de Lamoso e ver variadas formações graníticas. Pode ser feito também por viaturas de todo-o-terreno. O outro, PR4, MGD, também a pé, a partir de Bemposta, atravessa a aldeia, segue pelas vinhas, em direção à ribeira e Faia, e com regresso pelo caminho de Lamoso, tem aproximadamente 8,6 km. do Cuco U.M. Patri.Geológico Transfronteiriço
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A Faia da Água Alta corresponde a uma queda de água, a maior de Portugal continental, com um desnível de cerca de 60 m de altura, na ribeira de Lamoso, percorrendo terrenos graníticos até chegar à ribeira de Bemposta que por sua vez vai desaguar ao rio Douro. Paisagem que congrega lugar monumental de beleza natural, e reúne aspetos geológicos, biológicos, hidrológicos e culturais. Situa-se dentro do Parque Natural do Douro Internacional. Além de apresentar uma invulgar atratividade turística é fonte de estudo de processos ecológicos importantes para a evolução e o desenvolvimento de ecossistemas terrestres, de água doce e de comunidades de plantas e animais. Entre os vários atrativos dos trilhos, a partir de Bemposta ou de Lamoso, que certamente deslumbrarão quem as percorrer, a trilha PR4-MGD, proporciona a visita cultural à aldeia partindo da Igreja Matriz de Bemposta, e percorrendo as ruas da aldeia vamos descobrindo os vários exemplares de património histórico entre os quais: o Pelourinho, a Capela de S. Sebastião, as casas brasonadas, as fontes de mergulho e as muralhas mandadas construir por D. Dinis, que são o que resta de um passado de resistência de uma população às invasões; entrando na zona rural temos a paisagem montanhosa das arribas, as formações geológicas, os densos bosques de zimbros, ainda entre outros arbustos, o lodão, a giesta, a esteva, o rosmaninho, a urze e a rosa albardeira (rara), e nas zonas ribeirinha, os freixos. No aspeto da fauna, o contato com as aves de rapina, tais como o grifo, o britango, o milhafre, assim como as tradicionais aves, são constantes, com alguma sorte podemos ver lontras, lebres, coelhos, corsos, javali e raposa, Nas encostas são também visíveis diversos aspetos da presença humana, ligados à agricultura, tais como olivais, vinhais e amendoais, ainda socalcos, muros divisórios, abrigos casebres, ruinas de moinhos e pombais.
O filme mostra a paisagem, depois da visita, seguindo agora a ribeira de Bemposta, uma das zonas mais bonitas da aldeia, podemos acompanhar as suas águas límpidas que correm, ou em quedas frequentes, murmurando entre as rochas, ou silenciosamente nas zonas planas entre arbustos, amieiros, salgueiros, e freixos, ou passando através de gargantas profundas e agrestes, vão por fim depositar-se no rio Douro, (Rebofa). Por existirem aqui condições óptimas de alimentação, várias espécies tomaram-na como seu habitat. Dessas são de realçar, nas águas calmas, lontras, mergulhões, várias espécies de patos, cágados, rãs, sanguessugas, alfaiates, lapas e pequenos peixes conhecidos por “rainhas” ou xardas. Podemos ainda encontrar, raposas, garças cinzentas e até aves de rapina.
Filme de 2010. A visita era realizada sem vias de acesso, procedendo‑se por percurso de corta‑mato |
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